sábado, 31 de agosto de 2013

Procurando o segredo da felicidade nos genes

 

Pode parecer piada, mas a sua saúde pode ser proporcional aos seus objetivos de vida
Nossos genes podem ter um senso moral mais elevado que nossas mentes, de acordo com estudos feitos sobre os efeitos genéticos da felicidade.

Eles podem, ao que parece, nos brindar com a atividade do gene saudável quando estamos altruístas e, castigar-nos, levando as doses a níveis microscópicos quando colocamos nossas próprias necessidades em primeiro lugar.

Para chegar a essa conclusão um pouco inquietante, pesquisadores da University of North Carolina e University of California, em Los Angeles, selecionaram 80 voluntários saudáveis para preencherem um teste online, que perguntou o motivo deles estarem satisfeitos em suas vidas.
Em seguida, os pesquisadores tiraram um pouco de sangue e analisaram as células brancas do sangue.

Os cientistas, há muito tempo, supunham que o humor afetava a saúde. Mas os mecanismos celulares subjacentes eram obscuros até que eles começaram a procurar perfis de expressão genética dentro das células brancas do sangue.

A expressão genética é o processo pelo qual os genes complexos dirigem a proteína. Estas proteínas
das células brancas do sangue controlam a maior parta da resposta imunitária do corpo.

Os estudiosos descobriram que as diferentes formas de felicidade foram associadas com diferentes perfis de expressão genética.
O segredo para a felicidade e vida saudável pode estar na genética.
O segredo para a felicidade e vida saudável pode estar na genética.
Especificamente, os voluntários cuja felicidade, de acordo com os questionários, foram particularmente hedonistas, para usar o termo científico, tinham perfis surpreendentes, com níveis relativamente altos de marcadores biológicos conhecidos por promover o aumento da inflamação por todo o corpo.
Eles também tinham níveis relativamente baixos de outros marcadores que aumentam a produção de anticorpos, para melhor combater infecções.
Os voluntários, cuja felicidade era mais propícia, com base em um sentido de propósito mais elevado de altruísmo – uma pequena minoria do grupo – teve perfil que apresentou os maiores níveis de expressão genética da produção de anticorpos e menores níveis de expressão pró-inflamatória.
O que está descoberta indica, diz Steven W. Cole, professor de medicina na UCLA e escritor, é que nossos genes podem fazer toda a diferença entre um propósito de vida e uma vida rasa, mesmo quando nossa mente consciente não pode.
É claro que os genes não podem realmente perceber ou julgar nosso comportamento, então a mudança do gene é muito provavelmente impulsionada por uma estratégia evolutiva de trabalhar para o bem comum.
A nível individual, essa constatação pode chocar alguns alguns com a intimidação, especialmente para as pessoas que o bem material realmente os faça felizes.

O altruismo pode ser o segredo da saúde e longevidade.
O altruismo pode ser o segredo da saúde e longevidade.
Mas como Cole aponta, diferentes tipos de felicidade podem coexistir, cada voluntário no estudo de elementos exibidos tanto no hedonismo e bem-estar. Alguns simplesmente tinham mais de um elemento do que o outro.
E, acrescenta ainda que o objetivo é um conceito elástico, não necessariamente exigindo a renúncia, mas apenas que você tenha um objetivo maior na vida do que sua gratificação imediata.
Ser um pai, participando nas artes criativas, ou mesmo fazendo um exercício para que você possa viver para ver os seus netos, pode aumentar seus níveis de saúde.
Pode até ser que isso permita que seus genes respondam mais favoravelmente a forma como você está conduzindo a sua vida.
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Este artigo foi adaptado do original, “Looking to Genes for the Secret to Happiness”, do Well.

sábado, 17 de agosto de 2013

A falsa percepção de espiritualidade

O entendimento geral associa a espiritualidade com o altruísmo. Esse é um grave erro
A espiritualidade conseguiu de alguma forma, ser misturada com o altruísmo new age. A palavra em si, para muitos, evoca imagens de pessoas abraçando árvores e vomitando benfeitorias.
Mas, na verdade espiritualidade e altruísmo não são mais a mesma coisa de espiritualidade e religião.
A espiritualidade não é sobre arco-íris, gatinhos e amor. Não se trata de ser bom. Não se trata de fingir ser algo que não são, ou sentir-se mal por algo que você é, isso muitas vezes tem a ver com religião.
A espiritualidade é sobre autenticidade. É saber ser você mesmo, o seu verdadeiro eu.
Ser o bom, o mau, o feio e aceitar tudo. É sobre o crescimento pessoal, libertação e subsídios. A espiritualidade é sobre autoconhecimento, não sobre religião, rituais, ou pecados.
Espiritualidade é sobre elevar seu potencial, despertar suas melhores características.
Trata-se de aceitar a sua presença, o que você é e o que representa e ser fiel a si mesmo, faça chuva ou faça sol, independentemente da opinião dos outros.

O que é espiritualidade para você?
A espiritualidade é diferente para todos. Pessoas diferentes não têm a mesma perspectiva ou experiência. Viemos de famílias diferentes, culturas, educações, visões de mundo completamente diferentes. Nenhuma pessoa é igual.
É a sua conexão pessoal com o seu superior, o universo, Deus, o poder superior, a unidade – qualquer título ou crença que você tenha.
É tudo a mesma coisa, envolvido em percepções e conceitos diferentes. Essa força está lá e você sabe quando sente isso.
Pessoas buscando esta conexão, muitas vezes se encontram procurando e pedindo por essa força.
Elas encontram outras pessoas, que parecem ter o que querem, e que sempre quiseram, e isso e ótimo. Tudo que nós precisamos é de apoio e de sentir que não estamos sozinhos no mundo.
Liderar pelo exemplo é tudo que qualquer um de nós pode fazer. Isso significa seguir exemplo de bondade de tudo aquilo que nós recebemos de educação.
Mas, por outro lado, há uma enorme quantidade de falsos provetas rodeando toda a espiritualidade para fazer dinheiro, para fazer fama, falsas pregações e semear a discórdia.
Como resolver esse dilema, entre a espiritualidade, moralidade, mandamentos e ofertas espirituais?

O caminho da espiritualidade é o autoconhecimento.
Apenas escolha com cuidado, escute a sua voz interior e orientação para conseguir separar o joio do trigo.
O Mágico de Oz é uma grande analogia a isso. Dorothy gasta toda a sua viagem tentando encontrar o mágico, para, no final, descobrir que o poder está no todo.
A espiritualidade é a mesma coisa: a força vem de dentro de você, você só tem que reconhecer isso e permitir que ela se revele.
Finalizando em grande estilo: que a força esteja com você.
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Este artigo foi adaptado do original, “Spirituality – The False Perception”, do NaturalNews.

sábado, 3 de agosto de 2013

Piscinas de águas quentes entre os vulcões do Equador



A estação termal de Papallacta, nos arredores de Quito, é uma das mais procuradas do Equador
Foto: Divulgação


QUITO - Imagine um banho em uma piscina de águas termais, provenientes de um vulcão ativo. Ou em uma piscina toda azul, repleta de lodo termal vulcânico. As duas experiências são cada vez mais procuradas pelos visitantes do Equador, cujo terreno vulcânico tem cerca de 60 pontos com águas aquecidas e minerais medicinais, de acordo com um estudo do Instituto Nacional de Meteorologia e Hidrologia. Ou seja, esse turismo relaxante pode ser aproveitado nos Andes, na costa e até na região amazônica.
O pequeno povoado, a uma hora de Quito, fica ao lado do vulcão Antisana, distante alguns quilômetros dali — o quarto vulcão nevado mais elevado do Equador, com uma altura de 5.753 metros. No spa há piscinas de águas termais — são oito no total — e outras opções de lazer como massagem, aromaterapia e saunas a vapor. Para quem quiser se aventurar, o hotel oferece ainda caminhadas, cavalgadas e passeios guiados. A acomodação, em cabanas individuais ou para casais, é outro atrativo das termas, que ainda têm um cardápio especial de trutas no restaurante.O interesse por essas regiões, antes restrito aos equatorianos, começa a se expandir. No Spa Termas Papallacta, por exemplo, os estrangeiros vêm ganhando espaço: em média, três mil vão ao local por mês. Entre os serviços mais procurados, estão a visita de um dia ao balneário.
A 8km de Cuenca, a terceira maior cidade do Equador, está a pequena Parroquia Baños, que leva o nome de um vulcão inativo. Na fonte Piedra de Agua, a 2.550 metros de altitude, além das piscinas termais, os serviços oferecidos incluem banhos turcos, musicoterapia e outros menos tradicionais, como a piscina azul, com lodo termal vulcânico. O serviço passou a ser oferecido em 2011, quando foi descoberto em uma escavação para ampliar as instalações. O lodo vulcânico promete proteger a pele do envelhecimento e da desidratação, além de combater a flacidez.
Outro ponto de turismo termal fica em Chachimbiro, na província de Ibarra. As águas, termais e medicinais, passaram a ser utilizadas pelos habitantes da região após um terremoto, em agosto de 1868. E são provenientes do vulcão ativo Cotacachi, cercado por um tapete de vegetação que contrasta com a paisagem desértica da região. É a variedade da flora — são mais de 70 espécies de plantas catalogadas — o grande destaque do Balneario de Nangulví, além de suas águas escaldantes.

Termas Papallacta: Entrada a US$ 7,5. papallacta.com.ec
Piedra de Agua: Entrada a US$ 10. piedradeagua.com.ec
Termas em Chachimbiro: Informações sobre a região em imbaburaturismo.gob.ec

  

Música para um dia

Sabe quando você diz que seu trabalho está te matando? Pode ser verdade

Nos EUA, 8 em cada 10 americanos estão estressados em seus empregos. No Brasil, não devemos estar muito atrás.
Esse estresse é tão grande  que nós acabamos aceitando ele como parte da nossa via e da nossa  jornada.
Mas a verdade é que ser feliz nos exige muito mais do que imaginávamos e, ficamos estressados. Isso, infelizmente, pode estimular algumas consequências graves para a nossa saúde.
O estresse crônico, em geral, tem sido associado com uma série de danos à nossa saúde, incluindo má qualidade de sono, depressão, ganho de peso e aumento  do risco de desenvolver uma série de doenças crônicas.
E os estudos que investigam o estresse no  trabalho mostram que há uma série de efeitos físicos e mentais que podem prejudicar nossa vida.
Se você faz parte da fração de 17% da população que diz que a sua rotina de trabalho não te deixa estressado, parabéns.
Mas, para o resto de nós, é bom entender as formas assustadoras que o estresse e suas consequências para nossa carreira e, principalmente, nossa vida.
Se essa pesquisa não fazer com que você reavalie a sua rotina e sua vida para aprender yoga, fazer atividades físicas ou viajar pelo mundo, nada vai fazer você mudar e, provavelmente você não estará vivo para chegar onde tanto sonhou.

#1. Maior risco de ataque cardíaco

Aqui vai uma grande razão para diminuir o estresse no trabalho: um estudo feito em 2012 pela University College London descobriu que pessoas estressadas no trabalho têm grande índice de pressão alta e 23% mais chances de ataque cardíaco do que outras pessoas que têm rotinas menos estressantes.

#2. Maior risco de morte

Muitos de nós se queixam que o trabalho está nos matando. E não existe verdade maior sobre os trabalhos estressantes.
Um estudo de 20 anos da Tel Aviv University descobriu que indivíduos que trabalham em ambiente hostil tiveram o seu risco de morte significativamente aumentado em comparação com pessoas que trabalham em ambientes menos hostis.

#3. Depressão

De acordo com um estudo publicado em 2011 pelo jornal PLOS ONE, quem trabalha 11 horas por dia está 2 vezes mais propenso a ter episódios depressivos do que quem trabalha mais moderadamente.
A depressão, por sua vez, está ligada à péssima saúde, diminuindo a expectativa de vida das pessoas, aumentando os riscos de ataque cardíaco, distúrbios do sono e outros vícios, como cigarros, bebidas e remédios estimulantes.

#4. Relações conturbadas

American Psychological Association divulgou um estudo que trabalhar sob estresse pode colocar os relacionamentos em risco, principalmente para os homens.
Aproximadamente 79% dos homens e 61% das mulheres disseram que o estresse no trabalho é uma ferramenta de prejudicar seus relacionamentos fora do escritório.
O estresse no trabalho pode arruinar as relações pessoais.
O estresse no trabalho pode arruinar as relações pessoais.

#5. Alto nível de estresse fora do trabalho

Se você está estressado no trabalho, isso significa que muitas vezes você não consegue se desligar do trabalho apenas saindo do escritório.
De acordo com um estudo feito pela American Psychological Association, ¾ das pessoas que se dizem estressadas no trabalho também se sentem estressadas no resto de suas vidas.
Os homens se sentem mais afetados pelo estresse ocupacional em suas vidas pessoais do que as mulheres (83% versus 72%, respectivamente).

#6. Síndrome de exaustão a longo prazo

A síndrome de exaustão a longo prazo é quando o seu cérebro precisa de um intervalo pela acumulação do estresse no trabalho.
Ao longo do tempo trabalhar em um ambiente exaustivo pode acabar contribuindo para a exaustão emocional, a perda no interesse pelo trabalho e pela perspectiva de crescimento.
Muitos pacientes que apresentam a síndrome de exaustão a longo prazo dizem que estavam experimentando o estresse crônico.

#7. Diminuição do bem-estar

Em um estudo de 2002 feito pelo Journal Military Medicine com aproximadamente 500 militares das forças armadas, 15% relataram que o estresse no trabalho causaram distúrbios emocionais e 8% reportaram que presenciaram      níveis de estresse no trabalho que foram suficiente para causar danos para a saúde emocional.

#8. Envelhecimento precoce

Ao olharmos as fotos dos candidatos à presidência antes de seus cargos, estará clara quanto eles envelheceram no cargo.
A ciência sugere que o estresse no trabalho pode ser o culpado pelo envelhecimento precoce.
Pesquisas recentes ligaram o estresse no trabalho ao envelhecimento precoce, mostrando que pessoas com grande nível de estresse no trabalho têm baixos níveis de telômeros (parte do DNA ligada à longevidade).

#9. Risco de diabetes

Mulheres com trabalhos estressantes têm grandes riscos de desenvolverem diabetes, de acordo com um estudo de 2012 publicado no Journal of Occupational Medicine.
De qualquer modo, as pesquisas não encontraram nenhuma relação com o estresse no trabalho e a diabetes em homens.
Seu trabalho está te matando? Faça o teste.
Seu trabalho está te matando? Faça o teste.

Você pode estar se matando aos poucos

Muitas vezes, sem perceber, acabamos com nossa saúde, nosso sono, nossa qualidade de vida em contrapartida com nossa rotina de trabalho.
Nos gabamos de trabalharmos 10, 12, 14 e até 16 horas acreditando que isso vai nos ajudar a sermos pessoas melhores, mais brilhantes e bem sucedidas. Nem sempre estamos certos.
Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido. Dalai Lama.
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Este artigo foi adaptado do original, “How Your Job Is Slowly Killing You (INFOGRAPHIC)”, do Huffington Post.

Pensamentos

"Não existe vitória fácil - Se foi fácil não é vitória. É rotina"

terça-feira, 30 de julho de 2013

8 maneiras simples de ser mais feliz no trabalho





Para quem não nasceu rico a ponto de prescindir de trabalhar, pelo menos  na forma que denominamos trabalho, as dicas abaixo,  facilitam fazer o que tem que ser feito. 

Veja abaixo algumas dicas para ser mais feliz no seu trabalho, todos os dias.

#1. Faça uma reunião em movimento

Ficar sentado o tempo todo acaba matando nosso tempo (e sugando nossa energia). Assim, leve um pouco mais de dinâmica para seu dia-a-dia, como por exemplo, fazer algumas reuniões em movimento.
Independentemente de apenas um telefonema ou um encontro de negócios, uma caminhada pode transformar essa tarefa em algo maravilhoso – especialmente se você estiver passeando pelo parque.

#2. Transforme a sua mesa em um lugar incrível

Pense como o seu espaço poderia ser mais agradável. Você pode investir em alguns acessórios para transformar seu local de trabalho em algo mais agradável e ficar mais organizado? Você pode substituir a terrível iluminação? 
Ao transformar seu espaço de trabalho em algo totalmente individual, você pode, além de transformar seu espaço em algo mais aconchegante, aumentar a sua produtividade.

#3. Convide as pessoas para tomar um café

Parafraseando Emmerson, ajudar as pessoas é uma das melhores maneiras de ajudar a si mesmo.
Uma maneira de proporcionar isso é marcar um café da manhã com alguém que aspira a fazer o trabalho que você faz: você acaba sendo impulsionado pelas suas aspirações das outras pessoas e elas acabam sendo incentivadas pela sua experiência.
Ao fazer isso, você pode estar ajudando a carreira de um profissional pessoa acontecer.
Convide as pessoas para um café. O momento pode ser inspirador.

#4. Crie pausas estruturadas

Nossos corpos e cérebros têm um ciclo natural de energia que se repõe a cada 90 minutos.
Isso significa que deveríamos ter pausas correspondentes ao longo do dia para repor a energia de nossa mente.

#5. Seja honesto sobre como você está gastando o seu tempo

Você pode se sentir cansado e desgastado, mas será que você está realmente trabalhando duro?
Quanto tempo você passa navegando na internet, conversando ao telefone com colegas sobre coisas que tiram o seu foco ou atrapalha na realização de suas tarefas?
Mantenha o foco no trabalho.

#6. Lide com o maldito telefone

Esta pode ser a mais difícil: controlar o pequeno acessório no seu bolso para que você não fique distraído.
Não importa qual o seu tipo de aparelho: iPhone ou um Android, ele pode ser perturbador para a sua produtividade.
Quando nossos telefones estão constantemente em movimento, não conseguimos nos concentrar em apenas 1 tarefa minando nossa criatividade para resolver os problemas do dia-a-dia.
Então, se for o caso, coloque o aparelho em modo avião, ou desligue-o, para que você possa realmente fazer o seu trabalho decolar.

#7. Faça uma faxina

Periodicamente tire um tempo para limpar os papeis soltos que se acumularam na sua mesa.
Além disso, faça uma limpeza em sua agenda, seus compromissos e sua vida. Pelo menos 1 vez por mês para e faça uma faxina mental e física em sua mesa de trabalho.

#8. Evite a fome ou a raiva

Seu cérebro é um hipopótamo faminto: corresponde apenas a 2% do nosso peso, mas usa até 25% da nossa produção de glicose.
Então, se você não mantê-lo bem alimentado, você pode ficar facilmente faminto, mal-humorado e provavelmente, bem improdutivo. Alimente-se com qualidade.

Este artigo foi adaptado do original, “8 Simple Ways To Get Happier At Work”, da FastCompany.

sábado, 27 de julho de 2013

Detesta acordar cedo e rende mais à noite? Talvez você faça parte da Sociedade-B


RIO — Você é do tipo de pessoa que só desperta de verdade após às 10h, 11h ou que tem as melhores ideias durante a madrugada? Se sim, não se preocupe, você não está sozinho. Um grupo de profissionais mundo afora que têm dificuldades para se enquadrar no turno tradicional de trabalho começa a lutar por horários alternativos.
Estas pessoas fundaram a chamada Sociedade-B, uma organização com adeptos e estudiosos em mais de 50 países, que acreditam que as pessoas têm ritmos biológicos distintos e, por isso, empresas e escolas devem oferecer horários diferenciados para esse público.
Segundo a organização, trabalhar um longo período fora do seu ciclo natural pode causar problemas de saúde, como depressão, estresse e uso de medicamentos para repor a falta de sono, além da queda na produtividade nas tarefas profissionais.
Com base em pesquisas cronobiológicas, o grupo defende que os indivíduos têm diferentes ciclos durante o dia e que a definição do tipo A ou B é genética. Enquanto a primeira, geralmente, está acordada entre 6h e 22h e tem o pico de energia antes do meio-dia, a segunda (B) funciona de 9h à 1h e tem seu melhor rendimento durante a tarde.
De acordo com o site b-society de 15% a 25% da população é B, e de 10% a 15% são A. O restante têm uma leve tendência a se adequar a um dos dois tipos.
O cronobiólogo Till Roennberg, que mapeou mais de 125 mil pessoas e escreveu o livro “Tempo Interno”, dá algumas dicas para quem é do tipo B, mas trabalha em empresas com horário tipo A: tomar sol durante o dia, um bom café da manhã antes de trabalhar e comer fora podem ajudar a melhorar a saúde e o mau humor pela manhã.
Algumas escolas na Europa já fizeram testes para verificar o rendimento de alunos e percebeu-se que o desempenho é melhor quando eles fazem provas dentro do “seu horário”, por exemplo. Na Dinamarca, uma escola introduziu horários flexíveis e seus estudantes podem escolher entre fazer trabalhos das 8h às 10h ou das 14h às 16h. Os resultados, segundo eles, têm sido positivos.

 

TABACARIA - Álvaro de Campos (Heterônimo de Fernando Pessoa) - 1928

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?,nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!,e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Como fazer vinhos e influenciar pessoas

The Road to Burgundy: The Unlikely Story of an American Making Wine and a New Life in France. Por Ray Walker. Gotham Books; 293 páginas; US$26.
Ray Walker, trainee da área de títulos e ações da Merril Lynch, na Califórnia, decidiu entregar suas fichas logo no início de sua carreira e decidiu aprender a fazer vinho. Ele então se mudou para a França a fim de produzir vinho tinto de Borgonha, o vinho mais delicado e complexo. Agora, após se tornar um vinicultor de sucesso, ele tem uma história embriagante para contar. Walker não sabia nada sobre vinhos antes de sua mulher começar a servir a bebida nas refeições. Mas logo isso se tornou uma paixão, e em seguida uma aventura. Embora sua mulher estivesse grávida de seis meses então, ele abandonou sua carreira no mercado financeiro para seguir o seu sonho.
Após uma temporada de trabalho exaustivo em Sonoma, na Califórnia, essa figura panglossiana parte para a Borgonha para comprar uvas modestas de um mercador de vinhos. Ele acaba adquirindo uvas o bastante para produzir três Borgonhas diferentes, os quais incluem dois barris (50 caixas) de Chambertin, um dos maiores vinhos da França.
Nada disso poderia ter acontecido sem o apoio de um descontraído investidor californiano, um amigo de uma pessoa que Walker conhecera em um fórum on-line.
Ele aparenta ser um homem agradável e pragmático que acredita piamente que as únicas coisas necessárias para o sucesso são trabalho duro, confiança e alguma sorte. Agora escondido na Borgonha com sua mulher e jovem família, ele é o único não francês a jamais ter produzido um Chambertin. Uma fantasia comum do executivo estressado é jogar tudo para o alto e se aposentar em um vinhedo. Raramente tais empreitadas dão certo. A história de Walker certamente inspirará outras pessoas a darem passos ousados em suas carreiras.

Reflexões pessoais

A semana que se encerra provocou em mim diversas reflexões. Como usei meu tempo, bem maior, ao longo de minha vida. Penso que coloquei valor demais em coisas que não tinham valor. Estou em um momento singular em minha vida. O corpo deu alertas, nada demais, basta eu apenas entender esses alertas.  Onde terei que tomar decisões sobre como quero viver o resto de minha vida. Estou no último terço de minha vida, e é estúpido repetir formas e maneiras de viver. Principalmente agora, que a experiência acumulada me permitir separar o que me fez feliz e o que não tanto. Quero viver de maneira simples. Quero estar mais perto dos meus filhos e netos. Quero viajar mais. Aprender mais. Meditar mais mais. Quero ser mais compreensível. 

A meditação tem o poder de transformar e mudar a nossa mente e nos fazer enxergar melhor o mundo à nossa volta

A meditação está rapidamente se transformando em uma ferramenta moderna para melhorar nossa mente.

Com a crescente evidência científica de que a sua prática pode aumentar a nossa criatividade, capacidade de memória e níveis de inteligência, o interesse na meditação vem crescendo rapidamente.
Por conta disso, uma série de programas de treinamento está prometendo uma visão sobre como a meditação pode ser usada para aumentar nosso desempenho individual, liderança e produtividade.
Isso é ótimo. Mas se pararmos para pensar nisso, há uma certa desconexão entre a busca dos benefícios e a verdadeira finalidade da meditação.
Ganhar vantagens competitivas e aumentar a criatividade nos negócios não eram a preocupação de Buda e outros mestres da meditação.
Eu ensino uma coisa, e apenas 1: o que é o sofrimento e como encontrar o fim do sofrimento, disse Buda.
Para Buda e outros líderes espirituais modernos, o objetivo da meditação deve ser tão simples quanto isso. O controle elevado da mente que a meditação oferece deveria ajudar os seus praticantes a ver o mundo de uma nova maneira, nos libertando das categorizações que nos separa.
Para colocar essa questão em teste, o psicólogo Paul Condon uniu-se ao neurocientista Gaëlle Desbordes e à lama budista Willa Miller para realizar um experimento.

Qual é o verdadeiro papel da meditação em nossas vidas?
Foram recrutados 39 pessoas em Boston que estavam dispostas a participarem de um curso de 8 semanas sobre meditação. Em seguida, selecionaram 20 pessoas para participar de aulas semanais de meditação.
Os 19 restantes foram informados que haviam sido colocados em uma lista de espera para uma turma futura.
No final do período de 8 semanas de instrução os participantes foram convidados para irem ao laboratório fazer uma experiência que permitia examinar a sua memória, atenção e raciocínio cognitivo.
Mas o que realmente interessava nesse processo era saber se, após as sessões de meditação, as pessoas teriam mais compaixão diante do sofrimento. Para isso, foi projetada uma situação para testar o comportamento dos participantes sem que eles soubessem que aquela era a verdadeira experiência.
Quando o paciente entrava na sala de espera do laboratório para a possível avaliação, encontrava 3 cadeiras, das quais 2 estavam ocupadas.
Naturalmente, as pessoas se sentavam na cadeira restante. Enquanto esperavam, uma quarta pessoa, usando muletas e gesso no pé entrava na sala, reclamando de dor ao encostar na parede, de pé.
As outras 2 pessoas na sala e a quarta pessoa, com as muletas, faziam parte do experimento e, por isso, ignoraram a pessoa machucada, deixando o paciente com um problema moral.
Será que as pessoas iriam agir com compaixão, dando seus lugares para a pessoa que acabou de chegar machucada, ou elas iriam ignorar a situação?

Meditação e trabalho andam juntas?
Os resultados foram surpreendentes.
Apesar de, apenas 16% das pessoas que não participaram do treinamento terem dado os seus lugares – um fato reconhecidamente desanimador – a proporção subiu para 50% entre as pessoas que haviam meditado.
Esse aumento é impressionante não apenas porque aconteceu após 8 semanas de meditação, mas porque também isso aconteceu no contexto de uma situação de uma situação premeditada para inibir o comportamento atencioso: testemunhar outras pessoas ignorarando uma pessoa em perigo – o que os psicólogos chamam de efeito espectador.
Embora ainda não se saiba porque a meditação tem esse efeito, temos 2 explicações possíveis.
  • A primeira hipótese repousa sobre a capacidade do aumento da atenção pela meditação, o que pode aumentar as chances de perceber a dor de alguém.
  • A outra hipótese – e favorita dos especialistas – está na capacidade de promover uma visão de que todos os seres são interligados. O aumento da compaixão pelos meditadores pode se originar na capacidade de meditação para dissolver as distinções sociais: etnia, religião, ideologia e assim por diante.
Esse ponto de vista é apoiado pelas recentes descobertas dos neurocientistas. Então, tenha coração.
A próxima vez que você meditar, saiba que não está apenas beneficiando a si mesmo, mas também beneficiando os seus vizinhos, membros da sua comunidade e pessoas estranhas, ainda desconhecidas.
Isso aumenta a chance de que você possa sentir a dor dessas pessoas e aja para diminuí-la.

Este artigo foi adaptado do original, “The Morality of Mediation” do SundayReview.