sábado, 3 de novembro de 2012

Midtown e North Beach entram no circuito gastronômico de Miami



MIAMI - O Design District de Miami se consolidou firmemente como endereço de cozinhas competentes em ambientes despojados, como o Sra. Martinez. Logo ao lado fica Midtown, até pouco tempo uma área decadente, que vem se convertendo numa expansão natural do bairro vizinho, com o mesmo e saboroso perfil: lojas de design, grifes da moda, bares moderninhos e restaurantes, muitos restaurantes. Já Downtown viu, há menos de um ano, o chef francês Daniel Boulud abrir sua primeira casa na cidade, o DB Bistro Moderne, no térreo do JW Marriott Marquis. Jean-Georges chega em 2012, aportando no Bal Harbour Shops, ao norte de Miami. Também nesse mesmo shopping de luxo, Makoto Okuwa, ex-chef do Morimoto, em Nova York e na Filadélfia, inaugurou no final de março uma casa com o seu nome, que já está entre os melhores e mais badalados restaurantes da Flórida. Perto dali, também em North Beach, a brasileira Paula Dasilva - vice-campeã do programa de televisão "Hell's kitchen", comandado por Gordon Ramsay - é uma chef emergente no cenário americano, e hoje comanda a cozinha do 1500°, no hotel Eden Roc. North Beach já pode ser considerada um polo gastronômico relevante, com pelo menos uma dezena de restaurantes de alto padrão, como o Cecconi's Miami Beach, no novo Soho Beach House, e o Gothan Steak e o Hakkasan, ambos no Fontainebleau. E South Beach, claro, continua um bairro com alto índice de concentração de boas casas, como o Nobu, de Nobuyuki Matsuhisa, no Shore Club Hotel. Miami, quem diria, virou um destino gastronômico.
Para amantes da arte, da arquitetura e da gastronomia
Inaugurado ano passado, o restaurante Sugarcane representa bem a região de Midtown, área emergente no cenário gastronômico de Miami, com muitos outros endereços gostosos que apresentam um espírito moderno e uma cozinha competente em ambiente mais descontraído, como o Gigi e o Mercadito. A região, entre Downtown e o Design District, não é uma referência apenas para os visitantes interessados em comer bem, mas também para os apreciadores da arte contemporânea, que têm ali uma série de galerias e ateliês, da arquitetura ao design. Hoje o bairro é onde acontecem os eventos mais importantes da Art Basel de Miami, por exemplo.
E a cozinha do chef Timon Ballo, que comanda o Sugarcane, é razão mais que suficiente para se ir até lá. O cardápio é interessante do início ao fim, a começar pela seção de snacks, cujo destaque vai para as orelhas de porco (sim, orelhas) e as pimentas shishito temperadas com flor de sal e limão. Boa parte da fama do restaurante vem do seu raw bar, que apresenta ostras frescas e vieiras com maçã, além de receitas como ceviche e steak tartare.
O menu de carnes cruas, sashimis e tapas do Sugarcane não é nada óbvio. A vieira cortada finamente, por exemplo, vem disposta sobre pedaços de maçã, temperados com limão, perfumados com trufas pretas e apimentados com jalapeño. As orelhas de porco, por sua vez, chegam à mesa com barbecue picante. A casa também serve waffle, mas salgado, e não doce: a massa clássica de quadradinhos recebe uma coxa de pato confitada crocante, um belo ovo frito de pata e um potinho de maple syrup enriquecido com sementes de mostarda.
Gostou? Eu também. Até porque, o Sugarcane é lindo, com decoração que remete a mercados: amplas janelas permitem a entrada de luz natural e há duas cozinhas à vista dos clientes, uma de pratos frios e outra, de quentes, além de um bonito bar. O serviço também é eficiente e simpático. A seleção de tapas é a parte mais extensa do menu, revelando que a proposta do lugar são pratos para serem compartilhados à mesa. Nessa lista há ideias criativas em pequenas porções, como dobradinha com kinchi (receita picante da Coreia do Sul, feita com malagueta seca e vegetais fermentados), croquetes de queijo de cabra com marmelada e um hamburginho de kobe beef servido com ovo de codorna por cima. Bonito e gostoso. A carta de vinho tem cerca de 20 rótulos bem escolhidos (são oito brancos, cinco espumantes e cinco tintos) e a seleção de cervejas não fica para trás: há 35 marcas diferentes, além de coquetéis feitos com a bebida, como o Gold Coast, com infusão de capim-limão no rum, suco de limão, Valvet Falernum e Stela Artois.
Outro restaurante que vem se destacando em Midtown é o Gigi, que se anuncia como uma casa especializada em noodles, grelhados e cervejas, mas vai bem além disso. Tem atum cru com melancia amarela, aipo e togarashi, tempero apimentado japonês; quiches que variam a cada dia e mix de cogumelos com gergelim e hoisin, um molho chinês de soja. À noite, o cardápio ganha corpo, com receitas ótimas para serem divididas e boa oferta de carnes grelhadas, como o rib eye e a costelinha de porco. O lugar, adorado pelos notívagos, é muito procurado por quem gosta de jantar tarde. Às sextas-feiras e aos sábados, a casa só fecha às 5h da manhã (e de segunda a quinta-feira, às 3h). Raridade nos EUA, mesmo numa cidade com vida noturna animada como Miami.
Com o mesmo espírito leve, irreverente e moderno do Gigi e do Sugarcane, que é o traço característico dos restaurantes de Midtown, aparece o Mercadito. É uma filial da casa nova-iorquina inaugurada em 2004, com decoração alegre e colorida e cardápio mexicano contemporâneo.
- Os restaurantes de Midtown tem preços mais baixos que os de Miami Beach, por exemplo, e são muito frequentados por moradores - dá a dica a chef Paula DaSilva, do restaurante 1500° no Eden Roc.
A Flórida na pressão
Os apreciadores de cerveja têm mais de uma centena de razões para visitar o bar e restaurante Yard House, no shopping Village at Merrick Park, em Coral Gables. A casa tem uma das maiores cartas de chopes do mundo, com aproximadamente 140 rótulos diferentes servidos em copos de vários tamanhos e formatos.
Todas as marcas mais famosas do mundo estão ali, mas o melhor a se fazer é evitá-las, explorando a extensa lista de cervejas produzidas por pequenas cervejarias americanas, como a Kona Fire Rock Pale, feita no Havaí; a Laughing Skull Amber, da Georgia. Vale a pena ficar atento também às marcas de cerveja fabricadas na Flórida, como a Cigar City Maduro Oatmeal Brown, e os rótulos da Native Brewing Co., da Inlet Brewing e da Saint Somewhere Brewing, todos muito bons.
Até 30 de setembro, menus estrelados por apenas US$ 22
A salada niçoise, o vitello tonnato e o pulpo a la plancha são pratos clássicos, respectivamente, das cozinhas francesa, italiana e espanhola. Mas, pelas mãos do chef francês Daniel Boulud essas receitas tradicionais recebem um tempero de criatividade e extremo cuidado no preparo e apresentação. A salada nascida em Nice, por exemplo, ganha cubos de atum confitado, ovos bem picadinhos, torradinhas delicadas e uma escultura de folhas verdes temperadas com molho de ervas da Provence e coroada por uma sardinha.
Já o famoso antepasto que mistura carne de vitelo e peixe ganha uma composição vistosa: metade dos cubinhos de atum são preparados à milanesa e a outra metade é servida crua, e eles alternadamente montam uma coroa no meio do prato, intercalados com pedaços de alcaparras, servidos com uma saladinha de folhas e um ovo com aioli. O polvo na chapa à maneira ibérica, que ilustra essa página, é feito em travessa de ferro, que chega à mesa fumegante trazendo ainda pimientos de piquillo, batatas, azeitonas pretas, amêndoas tostadas e folhinhas de rúcula.
E assim, reinventando clássicos, como o próprio hambúrguer, que na versão Boulud ganha foie gras e trufas, o DB Bistro Moderne, inaugurado ano passado, logo encontrou o seu lugar entre os melhores e mais badalados restaurantes de Miami. Para ficar ainda melhor, desde o dia 1 de agosto e até 30 de setembro está ainda mais interessante visitar a casa, uma das participantes da décima edição do Miami Spice, que envolve os principais restaurantes da cidade - todos os citados nesta reportagem fazem parte. Durante o evento são servidos menus com entrada, prato principal e sobremesa a US$ 22, no almoço, e US$ 35, no jantar. É uma boa oportunidade de experimentar a cozinha de um dos chefs mais famosos dos EUA a um preço camarada. Um dos menus possíveis, por exemplo, pode começar com terrine de carne com pistache, seguir com massa caseira ao fondue de taleggio com cogumelos salteados e cebola crocante, e terminar com brownie de macadâmia e pistache ou uma porção de queijos.
Em 2012, confirmando que Miami é a bola da vez no cenário gastronômico americano, outro cozinheiro francês baseado em Nova York e dono de três estrelas Michelin aporta na cidade: o francês Jean-Georges vai abrir um restaurante no shopping Bal Harbour, que já tem o ótimo Makoto (leia mais ao lado). Em algumas semanas será feito o anúncio oficial. Porque, como se sabe, Jean-Georges e Daniel Boulud adoram andar juntos.
Enquanto Jean-Georges não vem
Além do restaurante que terá consultoria do chef Jean-Georges, o shopping Bal Harbour, que já tinha duas boas casas (o francês La Goulue e o italiano Carpaccio), entrou definitivamente para a lista dos endereços gourmets de Miami há poucos meses, com a abertura do restaurante Makoto. Os pratos são pura delicadeza e frescor, como reza a cartilha da boa cozinha japonesa. O chef segue uma linha tradicional, mas não radicalmente purista, incorporando muitas vezes ingredientes e técnicas estrangeiras, como o chili que coroa alguns sashimis, o teriaki com trufas que lambuza um filé na chapa ou a versão aioli do wasabi que guarnece os rolinhos de caranguejo.
Entre os destaques do menu enxuto estão as receitas que usam ingredientes nobres como o kobe beef, carne macia e saborosa, e o toro, a barriga do atum. O toro aparece em forma de tartare, com caviar, nori e wasabi, ou fatiado em forma de sushi, sashimi ou temaki. Já o kobe beef pode ser servido cru, em finas lâminas, para serem grelhadas na pedra que chega quentíssima à mesa ou misturadas a um arroz com ovo, numa daquelas receitas simples mas capazes de enternecer.
- Salgamos a carne e a resfriamos. Quando misturamos ao arroz quente, os seus sabores se soltam - explica o garçom.
North Beach: novo polo de restaurantes
Reserva confirmada, chego para jantar no Cecconi's, restaurante italiano no térreo do Soho Beach House, o hotel mais badalado do momento em Miami, que funciona em um prédio escondidinho em North Beach. Ao ver a minha câmera o segurança logo informa que fotos não são permitidas lá dentro.
Apesar de ter um lugar guardado para mim no terraço agradável de iluminação baixa, com árvores iluminadas e mesas de madeira, preferi o balcão do bar. Puxando conversa com o atendente descubro que na semana anterior havia jantado ali o Tom Cruise. Ao meu redor, todos parecem artistas e milionários, ou pretendentes a isso. Peço uma taça de prosecco para ajudar a escolher meu prato num cardápio para lá de interessante, repleto de clássicos da cozinha italiana, como o vitello tonnato, e alguns com uma certa pegada criativa, como o tartare de atum com chili e menta. A difícil escolha acabou recaindo pelo ossobuco com gremolata, tempero clássico desse prato, uma pasta de limão, alho e salsa, por US$ 38. Bravo! Carne se soltando do osso, macia e bem temperada, com um bocadinho de tutano, acompanhado de uma taça de um tinto espesso do sul da Itália.
Depois da conversão de South Beach em polo gastronômico, é a vez de North Beach se posicionar como região emergente nessa área, reunindo um time respeitável de restaurantes, quase todos instalados em hotéis. Só o Fontainebleau tem três ótimas cozinhas, a começar pelo Hakkasan, de culinária chinesa, filial da casa londrina dona de estrela Michelin, e outro dos lugares mais falados em Miami ultimamente. O cardápio é extenso, com uma boa seleção de entradas: o dim sum, que também aparece em versão vegetariana, é um dos mais pedidos. Uma sugestão extravagante é o pato pequim com caviar russo osetra, por US$ 198. Os pratos com peixes e frutos do mar ocupam lugar de destaque no menu.
Entre os oito restaurantes do hotel, o Scarpetta, especializado em cozinha italiana, e o grill Gotham Steak também andam frequentando as listas de melhores restaurantes de Miami nos últimos meses.
O seu vizinho e rival, o hotel Eden Roc, também entra nessa briga, com um ótimo restaurante, o 1500°, uma "steak house que segue a filosofia do >ita
- Busco fazer uma cozinha rústica e elegante, com ingredientes da Flórida - diz a chef, que prepara pratos como o peixe defumado com ciabatta e picles de jalapeños e aspargos com presunto e vinagrete de trufas.
As carnes são macias, e chegam à mesa no ponto exato de cozimento. O skirt steak, um corte primo da nossa fraldinha, é uma das melhores pedidas do menu, que também traz um admirável rib eye de wagyu criado na Flórida.
- Miami continua marcando o seu território na gastronomia mundial. Um fenômeno recente são os food trucks espalhados pela cidade, com comida muito boa. Miami pode ser a próxima São Francisco ou Nova York - aposta a brasileira Paula.
SERVIÇO
RESTAURANTES
1500°: Eden Roc Renaissance Miami Beach. 4.525 Collins Avenue. Tel.  (305) 531-0000. www.marriott.com
Carpaccio: Bal Harbour. 9.700 Collins Avenue. Tel.  (305) 867-7777.www. carpaccioatbalharbour.com
Cecconi's: Soho Beach House. 4.385 Collins Avenue. Tel.  (786) 507-7902. www.sohobeachhouse.com
DB Bistro Moderne: JW Marriott Marquis. 255 Biscayne Boulevard. Tel. (305) 421-8800. www.danielnyc.com
Gigi: 3.470 North Miami avenue. Tel.  (305) 573-1520.www.giginow.com
Gothan Steak: Hotel Fontainebleau. 4.441 Collins Avenue. Tel.  (877) 326-7412. www.fontainebleau.com
Hakkasan: Hotel Fontainebleau. 4.441 Collins Avenue. Tel.  (877) 326-7412. www.fontainebleau.com
La Goulue: Bal Harbour. 9.700 Collins Avenue. Tel.  (305) 865-2181.www.lagouluebalharbour.com
Makoto: Bal Harbour. 9.700 Collins Avenue. Tel.  (305) 864-8600.www.makoto-restaurant.com
Mercadito: 3.252 NE First Avenue. Tel.  (786) 369-0430.www.mercaditorestaurants.com
Scarpetto: Hotel Fontainebleau. 4.441 Collins Avenue. Tel.  (877) 326-7412. www.fontainebleau.com
Sugarcane: 3.252 NE 1st Avenue. Tel.  (786) 369-0353.www.sugarcanerawbargrill.com
Yard House: Village at Merrick Park. 320 San Lorenzo Avenue. Tel.  (305) 447-9273. www.yardhouse.com


Guia de compras na Flórida: o hors-concours Sawgrass Mills e os melhores outlets e shoppings



 Com o dólar instável nas últimas semanas, muita gente está se perguntando se ainda vale aproveitar uma viagem aos Estados Unidos para fazer compras. Com os altos impostos que pagamos no Brasil, a resposta é sim. Eletrônicos, roupas, calçados, cosméticos, artigos de cozinha, vinhos, chocolates, malas... a lista de itens que podem custar menos de dez vezes do que se cobra por aqui é imensa, mesmo com o dólar custando um pouco mais caro. Em qualquer período do ano é possível encontrar barganhas extraordinárias. Mas nada se compara à Black Friday, a sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças, um dos feriados mais importantes dos EUA, que acontece na quarta quinta-feira de novembro (neste ano, dia 24). Os preços despencam e há promoções inacreditáveis, como tênis de marcas conhecidas a menos de US$ 10. Muitas lojas abrem ainda de madrugada, com filas na porta. É um exercício quase selvagem, com disputa de produtos e shoppings lotados. Mas, se um dos propósitos da viagem é fazer compras, marque seu passeio pelos EUA para a segunda quinzena de novembro, coincidindo com a "Sexta-feira negra". Para montar um roteiro de compras por Miami e arredores, visitamos alguns shoppings, entre eles o gigantesco Sawgrass Mills, em Fort Lauderdale, um outlet cujos preços são inversamente proporcionais ao seu tamanho, assustadoramente baixos. Imagine se fosse na Black Friday...
Sawgrass, o shopping preferido dos brasileiros: modo de usar
É muito fácil reconhecer nossos compatriotas que visitam o Sawgrasss Mills: somos os mais carregados de compras - alguns levam as sacolas num misto de malabarismo e musculação. Aqui no Boa Viagem nós já tínhamos constatado esse apreço que brasileiros nutrimos por esse shopping: basta entrar na nossa página em oglobo.globo.com/boa-viagem para ver que a reportagem que fizemos no fim de 2009 sobre compras na Flórida, destacando esse outlet de Fort Lauderdale, está invariavelmente entre as cinco mais lidas do site, resultado de acessos via ferramentas de busca. Foi essa quantidade imensa de leitores interessados no assunto que motivou essa nossa nova visita ao Sawgrass.
O shopping está a menos de uma hora ao norte de Miami, e também dá para para fazer um pit stop na ida ou na volta a Orlando, com um curto desvio de rota. O ideal é chegar cedo (abre às 10h de segunda-feira a sábado, e às 11h aos domingos), para garantir uma vaga boa para o carro, o que facilita na hora de guardar as compras. Quanto mais cedo, menos tumulto e mais tempo para ver com mais calma cada uma das lojas. Bem, cada loja é maneira de dizer, porque são 350 delas, algumas gigantescas, como as âncoras - só a Target e a Brandsmart, onde é possível encontrar quase tudo, já seriam capazes de ocupar um dia inteiro de um comprador voraz.
Para 2012 está prevista uma expansão do shopping, com mais 20 lojas, ampliando a oferta de marcas, que já é das mais atraentes: tem Lacoste, Lego, Puma, GAP, Victoria's Secret, Guess, Hugo Boss, Polo Ralph Lauren, DKNY, Fossil, Giorgio Armani, Swarovski, Prada, Burberry, Tommy Hilfiger, Levi's, Banana Republic, Valentino, Zegna, Aeropostale e muitas outras. Uma seleção que, cada vez mais, ganha marcas de luxo, concentradas especialmente na área vip do shopping, The Colonnade Outlets, onde fica boa parte das melhores grifes. A lista não se resume às marcas de roupa: há Le Creuset (de panelas), Godiva (chocolates), L'Occitane (cosméticos), TAG Heuer (relógios) e outras lojas especializadas.
Apesar do tamanho, não é difícil se orientar pelo Sawgrass, bastando para isso pegar um mapa. São seis setores diferentes, cada um com uma cor. Para facilitar vale a pena marcar as lojas que serão visitadas, assim é possível montar um roteiro lógico, passando por elas sem precisar ficar indo e voltando - o melhor é visitar o site antes, já fazendo uma seleção do que interessa. Além das lojas, há cinemas, clube de bilhar e diversos brinquedos para crianças e adolescentes, como carrossel, bungee jump e parede de escalada. E, para comemorar os 20 anos do shopping, agora há uma coleção de arte permanente, uma espécie de "Alligator Parade", com esculturas inspiradas na Flórida feitas por artistas plásticos variados. O Sawgrass oferece ainda internet wi-fi gratuita.
Se nos dias comuns chegar cedo é recomendável, na Black Friday é praticamente obrigatório. Quando visitamos o shopping, em 2009, chegamos de noite. Mal dava para andar pelos corredores, e as ofertas mais espetaculares já havia acabado. Ainda assim, foi possível comprar um par de tênis por US$ 10 e um pacote com dez pares de meias de boa qualidade por uns US$ 5. Mas era a xepa. Nessa nossa última visita mais recente, os brasileiros, se não eram maioria, eram os que mais compravam, certamente, aproveitando ofertas como uma Sansonite que custa cerca de US$ 300 em outras lojas dos EUA (e mais de R$ 1 mil no Brasil) por US$ 189,99. Gostou do preço? Pois quem compra uma segunda mala da mesma linha tem desconto de 50% no seu valor.
Como os valores de malas também são uma piada em relação ao que pagamos aqui, uma boa estratégia é deixar para comprar alguma assim que chegar lá, o que ajuda a acomodar e transportar as compras. Carrinhos podem ser alugados com essa função. Quem quiser economizar pode recorrer às grandes lojas, como Target, que colocam à disposição dos clientes imensos carrinhos parecidos com os de supermercado. Dá para pegar um emprestado por um dia, sem problemas.
Outra boa loja para comprar malas é a Discount Luggage Outlet, que trabalha com várias grifes, como a própria Samsonite e a Gabbiano (um conjunto com três boas malas dessa última pode custar US$ 199 na promoção). Já a linha que traz desenhos do brasileiro Romero Britto é mais cara. Uma única mala custa US$ 600, mas ali ela pode ser encontrada com desconto de 50%, por US$ 300.
Caminhando pelo Sawgrass, os preços são capazes de deixar o menos consumista dos seres com a mão coçando para pegar a carteira. Na Game Stop, por exemplo, um Wii, videogame que no Brasil dificilmente será encontrado a menos de R$ 650, custa apenas US$ 149 (e os cartuchos, a partir de US$ 9). Na Elegance Perfumes, um Givenchy Pour Homme de 100ml sai por US$ 45, enquanto nas lojas brasileiras custa mais de R$ 300 (esse valor é para uma unidade, porque cada novo frasco, mesmo que de outras marcas, dá mais descontos). Uma sandália da Crocs, na loja da marca, custa cerca de US$ 22 (enquanto por aqui é raro achar alguma coisa por menos de R$ 70).
Marcas como L'Occitane e Godiva, no Sawgrass têm preços populares, com descontos que chegam a 75%: quatro sabonetes líquidos de meio litro da grife provençal, por exemplo, podem custar US$ 20 e com US$ 10 é possível comprar quantidade de chocolate (belga, diga-se) suficiente para agradar uns três chocólatras.
Além das 350 lojas, há vários quiosques espalhados pelos corredores. Neles é possível encontrar boas ofertas, de relógios, perfumes e miudezas, como piercings, fantasias infantis, brinquedos e cremes para o corpo. Mas os vendedores podem ser chatos e insistentes, abordando as pessoas em português (muitos deles são brasileiros) e espanhol. Se não quiser comprar, não dê trela.
Serviço: Aberto de segunda-feira a sábado, das 10h às 21h30m; aos domingos, das 11h às 20h. 12.801 W. Sunrise Boulevard. Sunrise.sawgrassmills.com
Carpas, casamentos e grifes de luxo
A maioria dos brasileiros que faz compras na Flórida procura as irresistíveis ofertas dos outlets e das grandes lojas de rede. Mas uma parcela crescente dos viajantes vai mesmo é atrás das marcas mais caras e famosas do mundo, pelas mesmas razões dos outros: comprar a preços bem mais baixos do que os praticados no Brasil, além de ter acesso às mais novas coleções de roupas, calçados, joias e até livros. Para esse público, o Bal Harbour Shops, com mais de cem lojas de luxo, é uma espécie de playground.
- Nós somos os recordistas em vendas, nos Estados Unidos, entre todos os shopping centers, se considerarmos a relação entre a área construída e o volume de dinheiro gerado. São cerca de US$ 8 mil por metro quadrado, apenas no primeiro semestre deste ano. Isso significa cinco vezes mais que a média nacional - diz Carolyn Travis, a diretora de turismo do shopping.
Observando as cifras que estampam as vitrines, e os clientes (muitos brasileiros) fazendo malabarismo para equilibrar tantas sacolas grifadas, fica fácil acreditar nela. A exemplo do Sawgrass, os brasileiros somos os mais carregados de bolsas. Fica fácil reconhecer os nossos compatriotas só de olhar.
- Conversando com gerentes de lojas e vendedores, todos concordam que o Brasil é hoje um dos que mais gastam com as marcas de luxo que compõem o nosso portfólio - conta Carolyn.
O time de grifes, realmente, é de encher os olhos e esvaziar os bolsos: Salvatore Ferragamo, Chanel, Ermenegildo Zegna, Bottega Veneta, Yves Saint Laurent, Valentino, Piaget, Carolina Herrera, Louis Vuitton, Chloè, Oscar de la Renta, Lacoste, Cartier, Dior, Marc Jacobs, Vilebrequin, Fendi, Dolce & Gabbana (e D & G), Giorgio Armani (e Emporio Armani), Just Cavalli, Hermès, Prada, Ralph Lauren, Tiffany & Co, Versace, Bulgari... As preferidas dos brasileiros, segundo a direção do shopping, são Chanel, Dolce & Gabbana e Gucci.
O Bal Harbour foge do estilo vigente, tipo caixotão de concreto, e tem áreas abertas, muitas plantas e laguinhos cheios de carpas e tartarugas. É realmente um lugar agradável. Esqueça aquela história de corredores lotados, lojas abarrotadas de gente, confusão. A foto principal que ilustra essa página é um retrato fiel do lugar. O ambiente é tranquilo, e os vendedores atendem calmamente, porque geralmente são poucos clientes por dia. Mas é gente que gasta, e muito.
O time de restaurantes é ótimo, e há quem vá até lá só para almoçar ou jantar, ou quem sabe para o chá da tarde no Lea's Tea Room & Bistro, onde também é possível tomar café da manhã ou fazer uma refeição à francesa. A novidade, inaugurada em janeiro, é o japonês Makoto, um daqueles lugares que fazem valer a esticada até o shopping, que está a cerca de 15 minutos de South Beach. Mas o francês La Goulue e, principalmente, o italiano Carpaccio, cada qual com a sua mais que agradável varandinha, são os mais populares, e vivem lotados na hora do almoço. Sobre as mesas, muitas e muitas taças de champanhe.
Mas, para os fashionistas, a melhor pedida gastronômica talvez seja entrar na Neiman Marcus e se sentar em alguma das mesas do Zodiac, restaurante moderninho decorado com quadros coloridos, que funciona nessa loja de departamentos de luxo. A garrafinha de 187ml do Perrier-Jouët Grand Brut custa US$ 18, e acompanha muito bem vários dos pratos da casa, como os camarões grelhados com queijo de cabra, aspargos e vinagrete de romã - uma das receitas marcadas com a imagem de uma moça esbelta. É a cozinha para uma vida saudável, explica o menu, que tem saladas, sanduíches e pratos leves.
O complexo inclui ainda três hotéis, por enquanto: o One Bal Harbour Resort & Spa; o Sea View Hotel, construído em 1948, cada qual com seus bons restaurantes, e o novo Quarzo Bal Harbour, um hotel butique com quartos espaçosos e charmosos. Em janeiro de 2012 vai abrir as portas mais um, o St. Regis: serão três torres envidraçadas, com quase 200 apartamentos, além de 24 residências e um spa que promete chamar a atenção nessa cidade que adora esses centros de relaxamento e beleza. Quem estiver hospedado em Miami Beach, pode pegar um ônibus gratuito para o Bal Harbour, que passa em alguns dos melhores hotéis, como W, Eden Roc, Fontainebleau, Ritz Carltone e Canyon Ranch.
Para os mais animados, dá até para se casar no Bal Harbour. A gerência cuida de todo o planejamento, e organiza a festa numa área com linda vista para o mar.
Serviço: Aberto de segunda-feira a sábado, das 10h às 21h; aos domingos, de 12h às 18h. 9.700 Collins Avenue. Bal Harbour. balharbourshops.com
Para continuar comprando
AVENTURA MALL: Outro shopping queridinho dos brasileiros, fica num subúrbio de Miami, ao norte. Tem um bom mix de lojas para todos os bolsos. Aberto de segunda-feira a sábado, das 10h às 21h30m; aos domingos, de 12h às 20h.19501 Biscayne Boulevard, Aventura. aventuramall.com
BAYSIDE MARKETPLACE:Ganha pontos pela boa localização, em Downtown, de frente para o mar. De lá partem vários passeios de barco. Aberto de segunda-feira a quinta, das 10h às 22h; sextas e sábados, das 10h às 23h; aos domingos, das 11h às 21h. 401 Biscayne Blvd., R106, Miami.baysidemarketplace.com
DADELAND MALL: Inaugurado em 1962, pertence à Simon Malls, a mesma rede de shoppings do Sawgrass. Fica próximo à US-1, no sentido sul, perto de Coral Gables. Aberto de segunda-feira a sábado, das 10h às 21h30m; aos domingos, das 12h às 19h. 7535 Dadeland Mall, Miami.simon.com/mall
DOLPHIN MALL: É o outlet mais próximo de Miami e, por isso, atrai muitos brasileiros. São mais de 200 lojas, uma lista bem variada. Aberto de segunda-feira a sábado, das 10h às 21h30m; aos domingos, das 12h às 20h. 11401 N.W. 12th Street, Miami. shopdolphinmall.com
PREMIUM OUTLETS: Fica um pouco mais afastado, no caminho para as Keys e o Everglades. Segue o padrão dessa rede de shoppings: boas lojas, com ótimos preços para quem se dispõe a pesquisar. Aberto de segunda-feira a sábado, das 10h às 21h; aos domingos, das 11h às 18h. 250 East Palm Drive, Florida City. premiumoutlets.com
VILLAGE OF MERRICK PARK: Em Coral Gables, segue a mesma linha do Bal Harbour, com grifes de luxo num local com bonito paisagismo, áreas a céu aberto e boas opções gastronômicas. Várias marcas se repetem, mas o Village tem um perfil um pouco mais, digamos, popular, com Banana Republic, Benetton e Tommy Bahama. Quem pensa em ir até lá pode imprimir no site do shopping um voucher que pode ser trocado por um carnês de cupons com várias promoções. Aberto de segunda-feira a sábado, das 10h às 21h; aos domingos, das 12h às 18h. 358 San Lorenzo Ave, Suite 3000. Coral Gables. villageofmerrickpark.com
BEST BUY: Quem não vai a Nova York tem na Best Buy uma das melhores redes para compra de câmeras fotográficas (e equipamentos eletrônicos, de uma maneira geral). bestbuy.com
BRANDSMART: Ótima para artigos eletrônicos e de informática, além de itens de casa e cozinha. brandsmartusa.com
TARGET: Uma espécie de supermercado, onde é possível encontrar de tudo, de roupas, brinquedos e chocolates a vinhos e eletrônicos. target.com
WALMART: Segue a mesma linha da Target, um supermercadão onde se pode comprar de quase tudo. walmart.com

 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

A Casa do Sardo

Um excelente italiano em São Cristóvão. A Casa do Sardo Vale a pena uma visita. Ambiente simples, comida boa, São Cristóvão passando por uma revitalização.

sábado, 20 de outubro de 2012

Óbidos, a pequena joia da realeza de Portugal




Painel de azulejos do século XVII enfeita a imponente Porta da Vila Foto: Bruno Agostini
Painel de azulejos do século XVII enfeita a imponente Porta da Vila
ÓBIDOS - A História é tão bonita quanto o lugar. Óbidos é uma das vilas mais lindas e preservadas de Portugal. Em parte porque a trajetória desta cidadela protegida por uma alta murada de pedra é fortemente ligada à nobreza desde o século XIII, quando o rei Dinis se casou com Isabel de Aragão. Entre os presentes que o monarca deu à mulher estava... a vila de Óbidos inteirinha. A tradição de ser dote real se estendeu até o século XIX. Essa ligação com os poderosos portugueses ajudou a conservar intacto o casario gracioso, com paredes caiadas e detalhes em azul ou amarelo, cenário típico lusitano. Para tudo ficar ainda mais belo, todas as fachadas são enfeitadas com flores, principalmente gerânios vermelhos e buganvílias roxas. As construções antigas abrigam tudo o que um turista precisa para uma viagem prazerosa: há bons restaurantes, uma coleção de cafés, lojinhas de artesanato e galerias de arte cheias de charme, além de muitas garrafeiras, como os portugueses chamam os lugares que vendem bebidas alcoólicas - entre as especialidades etílicas locais estão os vinhos e a ginjinha, uma espécie de licor feito a partir da ginja, um tipo de cereja selvagem, pequenina e muito saborosa, abundante na região.
Era uma manhã ensolarada, mas fria, no começo do outono português. O perfume das castanhas assando na brasa já tomava conta do ar. Da janela do autocarro, como os portugueses chamam os ônibus, acompanhei a mudança da paisagem: deixamos Lisboa e o cenário urbano para trás e, de repente, dos dois lados da estrada, há vinhedos e mais vinhedos - com folhas que começam a ganhar tons avermelhados, uma beleza. Em pouco mais de uma hora de viagem, com algumas paradas pelo caminho, já estamos na entrada de Óbidos.
O passeio é uma das melhores escapadas que podemos fazer a partir da capital portuguesa. A cidadela a 80 quilômetros ao norte de Lisboa é um brinco, uma joia medieval. Só não faça como muitos turistas que visitam Óbidos a partir da capital portuguesa em excursões cansativas combinadas a outras atrações da região, como os mosteiros de Alcobaça e de Batalha, e o Santuário de Fátima. A vila de Óbidos merece, no mínimo, um dia inteiro dedicado a ela. Porque é preciso muita calma para saborear a cidade, seu casario precioso, sua gastronomia, seus vinhos e suas histórias.
Os ônibus que chegam de Lisboa lotados de estrangeiros deixam os turistas na porta da cidade. Vale dar uma passadinha no centro de informações turísticas para pegar um mapa, embora seja impossível se perder dentro da cidadela, que é pequena e com muitos pontos de referência. Do ponto de ônibus basta caminhar um pouco até chegar à Porta da Vila, a entrada principal de Óbidos, imponente. Ao atravessar o arco de pedra parece que viajamos no tempo (com o perdão do lugar comum). Muito pouco mudou nas ruas intramuros desde o século XIV, época em que foi finalizada a fortificação cuja origem é mourisca, anterior ao século XII, quando os árabes foram expulsos dali.
Não só o cenário, mas também são antigos os ofícios de parte da população que ainda vive do artesanato. Logo depois de cruzar a porta da cidade, somos recebidos por uma senhorinha, que - sem qualquer pressa - faz o seu bordado, exibindo as peças prontas num varal. Há várias lojas que vendem o artesanato local, com muitas peças de cerâmica, principalmente itens de cozinha, como pratos e travessas.
A cidade fica relativamente movimentada o ano inteiro, especialmente no verão. E aos que apreciam celebrações religiosas vale saber que um dos períodos mais concorridos é a Semana Santa, quando Óbidos é palco de algumas das mais bonitas procissões em Portugal, com a cidade iluminada por tochas. É bom reservar as pousadas com boa antecedência, para evitar ficar desabrigado.
Infelizmente alguns carros circulam lá dentro, muitas vezes até com velocidade incompatível com o lugar. Talvez esse seja o único defeito de Óbidos - ao lado do excesso de turistas. Mas, ao menos, o fluxo constante de visitantes originou uma boa infraestrutura de restaurantes, pousadas, bares e cafés.
O melhor a se fazer é reservar a parte da manhã para visitar as principais atrações, que fecham para o almoço por volta do meio-dia e meia, voltando a abrir só a partir do meio da tarde. A Igreja de Santa Maria, logo abaixo da Rua Direita, é famosa por ter sido palco do casamento de Afonso V com a sua prima Isabel, na primeira metade do século XV. No interior do templo chamam a atenção os azulejos do século XVII e o teto de madeira. À direita do altar podem ser apreciadas algumas pinturas de Josefa de Óbidos, uma das personagens mais famosas da cidade. Outras obras da pintora nascida em Sevilha em 1631, mas que passou grande parte da vida em Óbidos, podem ser apreciadas no Museu Municipal, na mesma Praça de Santa Maria onde está a igreja - e também um belo pelourinho manuelino do século XV, feito em pedra e enfeitado com redes de pesca desenhadas em relevo.
Na parte da tarde, quando o sol esquentar, é hora de se dedicar a explorar uma das maiores virtudes de Óbidos: a seleção de bons restaurante que servem pratos típicos da região.
Para os que viajam por Portugal de carro, Óbidos também pode servir de base para visitas às principais cidades da Estremadura e do Ribatejo, como Tomar, Fátima, Alcobaça, Batalha e Peniche. É também ponto estratégico para explorar as belezas naturais da região: está a poucos quilômetros da Lagoa d'Óbidos, do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, e também de Peniche, de onde zarpam os barcos para as Ilhas Berlenga, a 12 quilômetros da costa, santuário de aves e peixes.A muralha que virou mirante para turistas
O propósito original era permitir o rápido deslocamento dos soldados que tomavam conta da fortificação. Mas hoje são os turistas que usam o caminho que acompanha todo o trajeto da muralha de pedra que protege Óbidos, com 1,5 quilômetro de extensão. Pelo alto é a melhor maneira de se apreciar a cidadela de arquitetura caprichada. Logo depois de entrar pelo portão sul, o acesso principal, também chamado de Porta da Vila, basta subir a escada de pedras, à esquerda, para começar o passeio ao redor de Óbidos. Dali é possível avistar o movimento de turistas na Rua Direita, o principal corredor comercial, e muitas torres, tanto as do castelo, ao fundo, quanto as das 14 igrejas e capelas.COMO CHEGAR
De ônibus: Há saídas diárias entre Lisboa (rodoviária de Campo Grande) e Óbidos. O bilhete custa cerca de 7 euros. www.rodotejo.pt